O primeiro obstáculo que uma pessoa com depressão ou outros transtornos mentais enfrenta é o medo de buscar ajuda médica. O medo do julgamento, do desconhecido e do próprio diagnóstico. O segundo obstáculo, fica por conta dos mitos que envolvem o tratamento com antidepressivos.

Ainda há muita informação errada e crenças de que antidepressivos danificam o cérebro, causam dependência e demência e alteram a personalidade da pessoa. Estas são apenas algumas das crenças alimentadas pela ignorância e pelo mau uso da comunicação de massa para propagar notícias sensacionalistas.

Para combater a desinformação e o preconceito, vamos esclarecer alguns mitos associados ao tratamento com antidepressivos?

O antidepressivo tem efeito imediato – MITO

Diferente de um paracetamol, que alivia a dor em alguns minutos, os antidepressivos precisam de um tempo para começarem a fazer efeito. O princípio ativo do medicamento começa a se acumular e misturar na corrente sanguínea aos poucos. É preciso pelo menos 15 dias de uso para ver algum efeito.

Se tomar antidepressivos demais, vou me viciar – MITO

Não! A depressão, por exemplo, é uma doença crônica e o tratamento farmacológico muitas vezes é mantido pela toda a vida. Na maioria dos casos, o uso dos antidepressivos será necessário durante a vida toda, assim como se dá com a diabetes, a hipertensão ou qualquer outra doença crônica.

A diferença é que não existe um estigma associado ao uso contínuo de uma medicação para hipertensão arterial, por exemplo. Só sairemos desse julgamento preconceituoso relacionado à depressão com informação e educação da nossa sociedade. 

O antidepressivo deixa as pessoas “dopadas” – MITO

Alguns antidepressivos podem causar sonolência, mas de preferência são indicados para uso à noite. Estes inclusive podem ser usados para insônia, mas o objetivo é que não ocorra sonolência durante o dia.

Os antidepressivos danificam o cérebro – MITO

Pessoas que sofrem de sintomas depressivos sem qualquer tratamento durante muito tempo podem apresentar alterações cerebrais. Algum dano cerebral que possa ocorrer é uma possível consequência das depressões e não um efeito secundário dos medicamentos.

Os antidepressivos alteram a personalidade – MITO

Um antidepressivo é incapaz de alterar a personalidade da pessoa.  Simplesmente atenua os sintomas da depressão e dá mais ânimo ao doente. As pessoas que sofrem de depressão severa, podem ter sofrido alterações das ramificações dos neurônios, o que as pode deixar mais apáticas.

A evolução no entendimento da depressão e o conhecimento cada vez mais aprofundado dos fatores relacionados à doença têm possibilitado o desenvolvimento de tratamentos cada vez mais modernos, eficazes e seguros.

Em caso de dúvidas, procure sempre um profissional para esclarecê-las. A depressão e outros transtornos mentais precisam de tratamento e apenas o médico psiquiatra saberá o melhor medicamento para você.

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Sobre mim

Dr. José Dircksen é um profissional que atua no ramo de atividade de Psiquiatria e Medicina Psicossomática.

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