O comportamento de se cortar ou a automutilação tem se tornado muito frequente principalmente em adolescentes, e está geralmente relacionado à dificuldade em suportar certos estados afetivos, principalmente depressão e raiva.

E nem sempre o objetivo final dessa pessoa é a morte. Ela pode estar, em um primeiro momento, até pensando em suicídio, mas os principais objetivos da automutilação são reduzir sofrimentos emocionais e tensões, se punir por acreditar que falhou, resolver problemas interpessoais e também chamar atenção como forma de pedir ajuda.

Por que a pessoa se auto-mutila?

Praticar esse ato se assemelha a uma droga viciante e de difícil controle, pois não há outra alternativa quando o organismo, como defesa, foca numa única dor, no caso a mental. Com isso, a dor provocada pelos cortes se sobressai, o que causa o alívio da dor emocional.

As lesões são quase sempre superficiais e feitas as escondidas em ponto de fácil acesso, como braços, pernas, tórax e abdômen.

Lesões mais graves podem acontecer, mas a intenção inicial é sempre fazer algo superficial, secreto e oculto.

Algumas pessoas podem esconder a prática por muito tempo, pois conseguem levar uma vida aparente normal, sem revelar o problema, a não ser para os amigos e familiares mais próximos.

É importante manter estes comportamentos em segredo por vergonha, sentimentos de culpa ou de não ser compreendido.

Buscar ajuda para lidar com isso é essencial…

Por isso, o acompanhamento por um profissional de saúde é essencial para ajudar estas pessoas a darem nome às suas emoções, a identificarem formas saudáveis e adequadas de lidar com os seus problemas e angústias, a aumentarem a autoestima e aprenderem a gostar de si mesmos.

Amor, afeto e compreensão também são poderosas armas contra as desregulações emocionais, inclusive contra a automutilação.

A pessoa que está em sofrimento e vê esses atos como uma saída, muitas vezes está distante de seu próprio equilíbrio e das emoções das pessoas que as cercam.

É importante lembrar que a automutilação não é uma doença. No entanto, é um sinal muito importante de adoecimento ou de transtorno mental, resultado de um sofrimento real.

Ninguém deve se sentir culpado por atos que muitas vezes podem ser indícios de transtornos maiores, que precisam ser tratados.

 

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Dr. José Dircksen é um profissional que atua no ramo de atividade de Psiquiatria e Medicina Psicossomática.

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