O impulso de roubar, também conhecido como cleptomania ou furto compulsivo, é uma condição psiquiátrica que leva ao furto frequente de objetos de lojas ou mesmo de amigos e familiares, devido a um impulso incontrolável de possuir algo que não é seu.

Um impulso pode ser entendido como a falta de controle total sobre seus próprios atos, como se a pessoa estivesse em um modo “automático”.

Essa pessoa não consegue pensar e planejar-se antes de agir. Ainda que a pessoa não concorde com o ato e tenha consciência do que é certo e errado, esse impulso se manifesta como algo que não passa por nenhum tipo de crivo ou avaliação mental.

Cuidado para não se confundir com os limites…

Alguns dos quadros podem ter início ainda na infância, mas para um diagnóstico há que se ter muito cuidado e comprometimento considerando que nessa fase da vida, alguns limites ainda estão sendo aprendidos, assim como conceitos do que é certo e errado.

O cleptomaníaco experimenta uma sensação crescente de tensão antes do furto e sente prazer, gratificação ou alívio quando toma posse do objeto, junto a isso leva a um intenso sentimento de culpa, vergonha, ansiedade e remorso.

Os indivíduos com cleptomania sofrem prejuízo significativo em ambientes sociais e ocupacionais.

Como tratar esse transtorno?

Habitualmente a pessoa tenta esconder o comportamento da família, o que dificulta o diagnóstico e o tratamento. Quando decide por procurar ajuda, acaba com grande dificuldade em falar que furta, preferindo outros termos, tais como, pegar, adquirir, levar, conseguir, entre outras.

O tratamento para a cleptomania consiste principalmente do acompanhamento psicológico, mas se faz uso de diferentes tipos de terapias, dentre elas a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).

Essa terapia tem como intuito alterar o pensamento e crenças do indivíduo, a fim de construir uma nova realidade que se adeque à normalidade.

Além disso, os medicamentos, como ansiolíticos e antidepressivos são utilizados para o tratamento, pois agem nas funções cerebrais, ajudando no controle de impulsos, porém, é preciso acompanhamento adequado, devido a riscos como por exemplo, da automedicação.

A cleptomania é um transtorno que não possui cura, mas com o acompanhamento adequado pode ser controlado. Procure ajuda.

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Sobre mim

Dr. José Dircksen é um profissional que atua no ramo de atividade de Psiquiatria e Medicina Psicossomática.

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