Cada pessoa tem sua própria forma de reagir a situações de risco de vida ou experiências inesperadas. As que possuem dificuldade de se recuperar e suas sensações sobre a experiência permanecem presentes ou pioram com o tempo, podem desencadear um distúrbio mental, o Transtorno do Estresse Pós-Traumático.

O Transtorno do Estresse Pós-Traumático, ou TEPT, é um distúrbio de ansiedade caracterizado por um conjunto de manifestações físicas, psíquicas e emocionais que surge após uma experiência ou evento traumático na vida do indivíduo.

Para essas pessoas, há uma intensa necessidade de se evitar sentimentos, pensamentos, conversas, pessoas ou lugares que ativem recordações do trauma.

Também pode ocorrer uma incapacidade de se recordar algum aspecto importante do trauma, uma dificuldade em conciliar e manter o sono, irritabilidade ou surtos de raiva e baixa concentração.

E isso não ocorre exclusivamente como consequência de violências armadas. Assaltos, humilhações públicas, estupros, desastres ambientais, assassinatos, guerras e até um aborto espontâneo podem desencadear o transtorno.

A população de Brumadinho, por exemplo, está sofrendo do trauma até hoje como mostraram reportagens recentes.

O TEPT desenvolve-se de forma diferente de pessoa para pessoa e não existe um tempo determinado para o transtorno se desenvolver. Ele pode ser breve, logo após o ocorrido, ou aparecer muitos meses depois.

Como funciona o tratamento para esse problema?

O tratamento para uma pessoa em situação de Estresse Pós-Traumático necessita de uma atenção cuidadosa, pois suas reações têm relação com a sua história de vida, sua capacidade de lidar com sentimentos e emoções, o impacto que a experiência teve em sua vida e a qualidade de suas experiências de vida dali para frente.

Tudo isso é feito com o objetivo de diminuir os sintomas apresentados pelo paciente, a partir da terapia cognitivo-comportamental (TCC), complementada pelo uso de medicamentos como os ansiolíticos ou antidepressivos de acordo com a situação.

É preciso entender que o tratamento é um longo processo, mas a busca de ajuda para esse transtorno é de extrema importância, pois nos casos negligenciados a pessoa se afunda em um mar de angústias, de pensamentos e ações negativas, o que leva a atitudes extremas como o suicídio.

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Dr. José Dircksen é um profissional que atua no ramo de atividade de Psiquiatria e Medicina Psicossomática.

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