A resposta é: depende! É importante que algumas coisas fiquem bem claras antes de sair bebendo por aí.

Ao iniciar um tratamento psiquiátrico, o propósito do tratamento é proporcionar qualidade de vida e bem-estar ao paciente. Portanto, privá-lo de tomar uma “cervejinha” eventualmente e em pequena quantidade, nem sempre trará interferência tão significativa ao tratamento.

Vamos entender primeiro que os efeitos das medicações acontecem devido à manutenção constante da substância no organismo. O efeito do tratamento não ocorre apenas pela ação do comprimido em um único dia, mas sim pela constância.

Quando você não toma o remédio por um dia para beber, o que você está fazendo é interrompendo o seu tratamento. Sim, a cada interrupção, seu processo recomeça do zero e, se você fizer dessa forma, você nunca irá melhorar de vez.

É importante pontuar que o álcool não corta o efeito da maioria das substâncias, mas não podemos negar que são duas substâncias agindo ao mesmo tempo no sistema nervoso central e é claro que haverá interação entre elas, o que pode interferir na eficácia do tratamento, nem que seja sutil e indiretamente.

Além disso, as medicações na maioria das vezes potencializam a ação do álcool, ou seja, se você fica embriagado com duas cervejas agora poderá ficar com uma e também agravar os efeitos do álcool, como aumentar a amnésia alcoólica por exemplo.

Outros fatores que influenciam nos riscos são: o diagnóstico do paciente, o padrão de consumo do álcool (quantidade e frequência) e, principalmente, o motivo pelo qual o paciente faz o uso.

O ideal é reservar o consumo de álcool para os momentos em que você está se sentindo bem, como em situações sociais esporádicas eventuais e em pequenas quantidades. Nunca quando estiver mal. Se a bebida for usada como uma válvula de escape, o risco de dependência é muito maior, além da pessoa não aprender a lidar com as suas emoções.

Por isso, pergunte sempre antes de beber ao seu médico psiquiatra se no seu caso, com o seu diagnóstico e com a medicação que está em uso, terá algum risco ou não.

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Sobre mim

Dr. José Dircksen é um profissional que atua no ramo de atividade de Psiquiatria e Medicina Psicossomática.

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