Quando vemos ou temos algum contato alguém que sofre de dependência química, são comuns os questionamentos ao ver a pessoa em tal situação. Por que é tão difícil para um usuário se tratar? Que força destrutiva é essa que leva alguém a abandonar amigos, parentes e trabalho para viver no caos?

A relação criada entre o indivíduo e a substância é complexa e pode surgir de diversos fatores. Consequentemente, os tratamentos para dependência também serão complexos e dependentes de vários fatores. Para alguns indivíduos, a droga é o alívio de um sofrimento. Para outros, é um estado melhorado de viver.

Muitos buscam nas drogas fugir da realidade em que vivem, seja em ambientes familiares conturbados ou para tentar acalmar-se após o estresse do dia-a-dia, fazendo uso de um alívio passageiro para seus problemas, ou mesmo para simples recreação.

Entre os fatores de risco, que variam de pessoa para pessoa, se destacam a predisposição genética, transtornos psiquiátricos, falta de monitoramento dos pais sobre jovens e adolescentes, disponibilidade e exposição à substância e fácil acesso a ela, por exemplo, quando pais fazem uso de álcool ou cigarro em casa e o filho acaba usando às escondidas ou amigos do convívio diário que influenciam e incentivam.

Indivíduos que possuem a dependência química tendem a apresentar alterações importantes, principalmente ligadas às funções de memória, atencionais e executivas, como por exemplo, na memória de trabalho, capacidade de aprendizagem, resolução de problemas e tomada de decisões.

Como funciona o tratamento para a dependência química?

Nesses casos, é necessário o auxílio de um psiquiatra para a avaliação da necessidade de remédios e para o acompanhamento do paciente a fim de recuperá-lo da crise, evitando recaídas. Além disso, os medicamentos podem auxiliar na melhora dos sintomas de abstinências, no tratamento de outras doenças que podem estar associadas como depressão, ansiedade, esquizofrenia, bipolar por exemplo.

Existem diferentes tipos de tratamento para essas pessoas, desde grupos de autoajuda até a internação hospitalar. O mais adequado para cada pessoa depende de suas características pessoais, da quantidade e padrão de uso de substâncias e se já apresenta problemas de ordem emocional, física ou interpessoal, decorrentes desse uso.

Quando diagnosticada, a dependência química deve contar com acompanhamento a médio-longo prazo para assegurar o sucesso do tratamento, que varia de acordo com a progressão e gravidade da doença.

Dependentes químicos são pacientes que precisam de cuidados e de atenção especializada. O sofrimento para a família destes é muito grande ao longo do processo e, por isso, todo o esforço no sentido de minimizar essa situação é muito bem-vindo.

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Dr. José Dircksen é um profissional que atua no ramo de atividade de Psiquiatria e Medicina Psicossomática.

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