Todos os anos, milhares de pessoas tiram a própria vida ou tentam alguma forma de suicídio. Uma tragédia que afeta famílias, comunidades e países inteiros, com efeitos duradouros sobre as pessoas deixadas para trás. E o número de pessoas vem aumentando assustadoramente, por diversas razões. O primeiro é que hoje, por conta do maior acesso à informação, essas ocorrências vêm mais à tona. Mas também há uma explosão de casos de transtornos como depressão, estresse, transtorno de humor, esquizofrenia, comportamentos impulsivos e dependência química.

O estigma, particularmente em torno de transtornos mentais e suicídio, faz com que muitas pessoas que estão pensando em tirar suas próprias vidas ou que já tentaram suicídio não procurem ajuda e, por isso, não recebam o auxílio que necessitam. A prevenção não tem sido tratada de forma adequada devido à falta de consciência do suicídio como um grave problema de saúde pública.

É preciso falar de suicídio. Mas é preciso saber falar de suicídio. Se há até pouco tempo essa palavra dificilmente seria lida em um jornal, hoje é consenso de que relegar o tema à categoria de tabu não ajuda a diminuir riscos. Pelo contrário, com o silêncio imposto pela sociedade, perde-se a chance de trabalhar a prevenção. Contudo, nem sempre se acerta na escolha das palavras e expressões para lidar com esse problema sério de saúde mental. Não é uma questão de ser “politicamente correto”, mas de evitar atribuir ao ato conotações que, para pessoas fragilizadas, podem acabar sendo interpretadas como estímulo.

Pessoas com depressão têm risco significativo de suicídio e devem ser cuidadosamente monitoradas para comportamentos e ideação suicida. O risco de suicídio pode aumentar no início do tratamento da depressão, quando o retardo psicomotor e a indecisão podem ter melhorado, mas o humor deprimido está apenas parcialmente elevado. Quando é iniciado o uso de antidepressivos ou quando a dose é aumentada, alguns pacientes ficam agitados, ansiosos e pioram da depressão, o que pode aumentar o problema.

Como buscar ajuda?

Embora algumas tentativas ou suicídios completos sejam uma surpresa e um choque até para parentes próximos e companheiros, avisos claros podem ter sido dados a membros da família, amigos ou profissionais de saúde. Os avisos são muitas vezes explícitos, como discutir efetivamente planos, escrever ou modificar subitamente um testamento. Entretanto, os avisos podem ser mais sutis, tais como fazer comentários sobre não ter razão para viver ou que seria melhor se estivesse morto.

Caso identifique algum desses sinais em alguém, busque uma abertura para o diálogo. Tente mostrar que ela precisa de ajuda e pode melhorar. Além disso, procurar um especialista é importantíssimo para evitar futuras complicações.

 

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Dr. José Dircksen é um profissional que atua no ramo de atividade de Psiquiatria e Medicina Psicossomática.

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