Quem nunca acordou um dia melancólico, de mal com a vida ou mesmo vendo borboletas na janela de tão radiante sem saber direito por quê? Leves e esporádicas alterações de humor são normais e tão antigas quanto o próprio homem, mas quando se intensificam e comprometem as atividades do dia a dia tornam-se um caso sério de saúde, os transtornos de humor.

Os transtornos do humor são transtornos de saúde mental nos quais as alterações emocionais consistem de períodos prolongados de tristeza excessiva (depressão), de exaltação excessiva ou de euforia (mania), ou ambos. A depressão e a mania representam os dois extremos opostos, ou polos, dos transtornos do humor.

Estes podem ter frequência, gravidade e duração variáveis. Portanto, a depressão pode ser única ou recorrente (repetir-se várias vezes), de intensidade leve, moderada ou grave e durar semanas, meses ou anos. Se os sintomas persistirem por anos são chamadas de crônicas. Se for leve ou moderada, a pessoa ainda consegue realizar suas atividades, com esforço, algo impossível se ela for grave.

A maioria das pessoas que sofre de depressão não acha que está doente porque não está gravemente deprimida, ou seja, incapacitada, desesperada ou angustiada. A distimia é um tipo de transtorno do humor com sintomas depressivos mais leves que da depressão, porém duradouros e oscilantes, em que predominam irritabilidade e mau-humor.

Ter um transtorno do humor, especialmente um que envolve a depressão, aumenta o risco de apresentar outros problemas, como a incapacidade de realizar as atividades cotidianas e manter relacionamentos, perda do apetite, ansiedade extrema e alcoolismo. Aproximadamente 15% das pessoas com depressão não tratada terminam a sua vida ao cometerem suicídio.

Qual a solução?

O transtorno bipolar não tem cura, porém possui tratamento através de medicamentos cada vez mais avançados. Encontrada uma fórmula personalizada correta, e desde que o paciente siga as indicações, ele pode ter uma vida praticamente normal, sem internações. Só em casos muito graves ele é internado, e mesmo assim, geralmente, em hospitais-dia, onde se fazem terapias ocupacionais durante o dia e, à noite, os pacientes voltam ao convívio de suas famílias.

Há quem considere isso “como um animal selvagem em sua mente, pronto para escapar a qualquer momento”, e que precisa de grades fortes para ser contido. Às vezes a porteira se abre um pouco e ele volta a ameaçar – o importante é não o deixar à solta. A luta a ser travada com esse animal é longa e difícil, mas vale a pena – vale o resgate da própria vida.

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Dr. José Dircksen é um profissional que atua no ramo de atividade de Psiquiatria e Medicina Psicossomática.

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