É comum termos nossas manias, mas quando elas deixam de ser um simples hábito e passam a interferir na rotina, gastando mais energia do que deveriam é preciso ficar atento. Os primeiros sinais de um transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) precisam ser identificados rapidamente.

O que difere o transtorno de um hábito comum é que ele atrapalha fortemente a vida do indivíduo, pois deixar de realizar os rituais compulsivamente gera ansiedade, preocupação, mal-estar, etc.

Além disso, as obsessões podem fazer com que a pessoa passe a evitar pessoas e situações.

Alguns comportamentos nós criamos para aliviar a tensão, a ansiedade ou simplesmente porque de alguma maneira deixa melhor.

Alguns exemplos são mexer no cabelo, balançar os pés, estalar os dedos, arrumar os óculos, organizar nossas roupas por cores, etc. Estes são voluntários, portanto podemos controlá-las quando desejamos.

No TOC, a pessoa pensa obsessivamente em algo e, para aliviar a ansiedade e preocupação trazidas por essas obsessões, ela pratica rituais de forma compulsiva e descontrolada, como limpeza ou seguir uma rotina estrita.

A pessoa possui muitos desconfortos, pensamentos irracionais e repete atos, acompanhados de ansiedade e mal-estar. E, no fim, vira escrava daquele comportamento.

Além dos rituais de limpeza, as principais preocupações envolvem verificação, repetição, contagem, contaminação, agressão, religião, sexo, simetria e coleções.

Por exemplo, verificar frequentemente se o celular está no bolso ou se o cadarço do calçado está bem amarrado, checar se a porta de casa ou do carro foi trancada é aceitável por uma ou duas vezes.

Se o número extrapolar e você ainda se sentir inseguro e em dúvida, é um sinal de alerta.

Como tratar o problema?

É comum a pessoa reconhecer que tais atitudes ou pensamentos não fazem sentido, mas sempre procura evitar falar sobre o assunto e possui relutância em procurar ajuda profissional.

Se você se identificar com alguns dos comportamentos acima, não significa que possui o distúrbio, mas o indicado é procurar um médico.

Apenas um profissional pode diagnosticar o distúrbio e indicar o melhor tratamento para o TOC.

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Sobre mim

Dr. José Dircksen é um profissional que atua no ramo de atividade de Psiquiatria e Medicina Psicossomática.

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