O transtorno de personalidade paranoide se caracteriza principalmente pela presença, de um modo generalizado e permanente, de uma desconfiança excessiva e injustificada dos demais.

São pessoas hipervigilantes quanto a potenciais insultos, ofensas, ameaças e deslealdade e procuram significados ocultos em observações e ações. Eles duvidam da lealdade de amigos e da fidelidade de cônjuges ou parceiros.

É preciso ter paciência para lidar…

Podem ser extremamente ciumentos e podem questionar constantemente as atividades e os motivos de seus cônjuges ou parceiros em um esforço para justificar seu ciúme. Isso afeta diretamente a todos aqueles que fazem parte da vida de quem tem a desordem, que acaba por suspeitar sempre de intenções malévolas.

Por não serem capazes de estar relaxados na presença de outras pessoas, estão sempre tensos e dentro de um mundo perpetuamente ameaçador, sendo propício à solidão.

Geralmente são muito críticos e intolerantes na hora de julgar os demais, aos quais sempre descobrem falhas e más intenções. Entretanto, não suportam objeções a eles mesmos, interpretadas como ataques diretos, consequência da inveja e do ódio.

Quando esse distúrbio é percebido na pessoa?

Em geral, o transtorno de personalidade paranoide começa na adolescência e no início da fase adulta, mas pode ser observado, também, em crianças. É, ainda, mais frequente em homens do que em mulheres.

O tratamento é difícil, porque a pessoa com o transtorno de personalidade paranoide tem dificuldades de adesão e aceitação da terapia. Afinal, pessoas com esse quadro não confiam nos outros, inclusive profissionais de saúde mental. Ou seja, não contam suas intimidades com medo de serem traídos.

Inicialmente, a indicação para tratamento é a terapia comportamental, que foca no transtorno de personalidade. Ainda, é importante que o psicólogo estabeleça um vínculo de confiança e intimidade e, assim, conseguir trabalhar o diagnóstico.

Por fim, o acompanhamento com um psiquiatra pode ajudar a diminuir os sintomas comuns desse transtorno. No entanto, normalmente, pessoas com esse quadro não terminam o tratamento medicamentoso, porque não acreditam na sua eficiência, segurança e benefício.

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Sobre mim

Dr. José Dircksen é um profissional que atua no ramo de atividade de Psiquiatria e Medicina Psicossomática.

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