O Transtorno Disfórico Pré-Menstrual, também conhecido como TDPM, é uma condição que surge antes da menstruação e causa sintomas semelhantes à TPM, como desejos por comida, mudanças de humor, cólicas menstruais ou cansaço excessivo.

No entanto, ao contrário da TPM, no transtorno disfórico, estes sintomas tornam-se incapacitantes e dificultam as tarefas do dia-a-dia.

Cerca de 8% das mulheres sofrem com o distúrbio, que não deve ser tratado com uma condição natural, pois pode incapacitar a mulher de suas funções normais todos os meses. Mas ao contrário da TPM, nesse caso é necessário tratamento psicoterápico para dissolver os sintomas.

Quais as principais características?

O TDPM se caracteriza pela recorrência em período anterior à menstruação de sintomas somáticos, comportamentais e de humor em primeira instância, sendo ansiedade, habilidade afetiva, sintomas depressivos, tensão, irritabilidade, ira, distúrbios do apetite e do sono.

A TPM se apresenta fisicamente, sobretudo, com inchaço, cansaço, dor de cabeça, sendo geralmente muito mais física.

Já o TDPM, além de contar com alguns desses mesmos sintomas citados, numa intensidade maior, acarreta uma espécie de depressão periódica, que surge quase todos os meses, também, no período que antecede a menstruação.

O problema pode perdurar por até três semanas, com um quadro mais emocional, que abrange humor deprimido, sentimento de desesperança, tensão, irritabilidade persistente, ansiedade, diminuição do interesse pelas atividades cotidianas, prejuízo à concentração, falta de energia, alterações no sono e até mesmo ataques de pânico.

Como chegar ao diagnóstico?

Apesar de ter um diagnóstico difícil, o tratamento oferece diferentes abordagens para aliviar os sintomas ou diminuir sua gravidade.

Nos casos leves e moderados, algumas medidas preventivas como alimentação equilibrada e a prática regular de atividades físicas podem ajudar a amenizar o TDPM.

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) também surge como uma das abordagens para se alcançar mais resultados positivos.

Já nos casos mais graves, o tratamento para o Transtorno Disfórico Pré-Menstrual precisa envolver antidepressivos e/ou ansiolíticos, porque há alterações nos neurotransmissores. Procure orientação médica!

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Sobre mim

Dr. José Dircksen é um profissional que atua no ramo de atividade de Psiquiatria e Medicina Psicossomática.

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